Gestão financeira: conheça os 6 erros mais comuns e saiba como evitá-los

por Alessandra Parreira do Amaral

Alessandra Parreira do Amaral
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São muitos os setores e atividades que devem estar funcionando bem para o desenvolvimento saudável de uma empresa. Mas, é nítido que a falta de gestão financeira é a maior causa de insucesso empresarial. Isso ocorre porque, quando o capital não é bem gerido, todo o negócio é prejudicado e torna-se impossível garantir a sustentabilidade da organização.

Todas as estratégias e metas empresariais só podem ser definidas se o setor financeiro estiver alinhado e estável. Afinal, não adianta buscar melhorias sem uma gestão eficiente. Pensando nisso, neste texto, listamos os erros mais comuns cometidos em um controle financeiro. Acompanhe a leitura e saiba o que fazer para evitá-los.

1. Não elaborar um planejamento financeiro sustentável

Basicamente, podemos citar dois tipos de planos financeiros: um para o dia a dia da empresa, e outro pensando em médio e longo prazo.

Um dos maiores erros das organizações é a preocupação somente com os investimentos e retornos de curto prazo. Ou seja, são feitos planejamentos apenas para receber e pagar as contas. Isso gera um ciclo vicioso e difícil de sair.

Para que isso não ocorra e os negócios possam crescer, é recomendável que seja feita uma estratégia para alcançar mais resultados, por meio de investimentos financeiros sustentáveis. O ideal é começar por projetos menores e, à medida em que forem executados, haja investimentos para que a lucratividade aumente.

2. Não controlar o fluxo de caixa

É impossível tomar decisões, planejar estratégias e fazer projeções sem um controle de entrada e saída do caixa da empresa. Por isso, ter uma ferramenta ou método para controle sobre o fluxo do dinheiro é essencial.

Com as facilidades geradas pela modernização, é possível fazer essa gestão usando a tecnologia, por meio de softwares e aplicativos.

Porém, antes de procurar por essas ferramentas, é importante contar com o apoio de um consultor financeiro. Ele poderá indicar recursos confiáveis, afinal, quando falamos do caixa empresarial, tratamos de dados que devem ficar reservados e armazenados de forma segura.

3. Não realizar o controle de estoque

mercado brasileiro e mundial está cada dia mais dinâmico, e as empresas devem se adaptar a esse cenário. Com efeito, há reflexos diretos nos estoques, que, quando mal gerenciados, podem acarretar inúmeros prejuízos. Assim, os gestores devem ter domínio sobre a movimentação dos produtos e os custos de seus armazenamentos.

Por exemplo, para uma empresa de varejo, que tem contato direto com o consumidor final, ter um estoque organizado e com os produtos certos é um diferencial competitivo.

Apesar de o cliente até encontrar o item desejado com preços melhores na internet, muitas vezes ele não quer esperar o tempo de entrega. Por isso, prefere pagar um pouco mais caro e adquiri-lo em uma loja física.

Outra questão que deve ser analisada nesse controle refere-se aos custos. Atualmente, muitas empresas optam por não trabalhar com estoques, devido às dificuldades que encontram em seu gerenciamento. Contudo, essa decisão pode resultar em perdas de vendas e de clientes.

Por isso, verifique o fluxo de mercadorias e trace um bom planejamento de estoque, baseado em técnica e análise.

4. Realizar o controle das finanças de forma manual

A saúde financeira é o principal parâmetro para verificar o desempenho empresarial. Por isso, é o controle das finanças que norteará os rumos da empresa, indicará os momentos certos de fazer investimentos e de reduzir despesas.

Quando essa gestão é feita de maneira manual, além da perda de tempo, pode ocasionar diversos outros problemas, como erros, improdutividade de funcionários e custos em excesso. Dessa forma, o recomendável é utilizar softwares de gestão e buscar pelo apoio de consultorias sempre que aparecerem dúvidas e complicações nesse procedimento.

O mercado busca soluções rápidas. Por isso, empresas que não perdem tempo e têm menos erros saem na frente. O uso de tecnologia, além de estruturar melhor as movimentações financeiras, também possibilita aos gestores ter controle sobre tudo o que acontece na organização, de forma rápida e simples, sem burocracias.

5. Ignorar despesas pequenas e custos ocultos

Algumas coisas que pensamos ser simples já foram as causas da falência de muitas empresas — e ignorar certos custos, certamente, é uma delas. Por isso, para o empreendedor que deseja aumentar o faturamento e expandir os negócios, é preciso estar mais atento aos detalhes, ou melhor, às despesas.

Vejamos as principais regras:

  • registre todas as despesas, até mesmo os pequenos gastos com suprimentos e utensílios comprados separadamente;
  • some o valor das pequenas despesas mensalmente e faça um planejamento para evitá-las. É possível investir esse dinheiro em algo que realmente seja necessário ou que dê frutos;
  • faça uma reserva periódica para pagar gastos extras, como 13º e férias dos funcionários. Dessa forma, quando chegar o período de quitar essas prestações, a empresa não sofrerá com as retiradas.

6. Não estabelecer indicadores de desempenho

Saber qual é a lucratividade do negócio é essencial, mas, mais importante ainda, é não ficar parado e sempre buscar prosperidade. Para isso, é preciso conhecer todos os dados de faturamento bruto, as despesas com cada setor e o que realmente representa a lucratividade empresarial.

Crie indicadores de desempenho, pois, além de oferecerem maior controle sobre as operações, eles ajudarão a estabelecer novas metas e a superar as expectativas. Isso fará com que a produtividade das atividades aumente e os erros — que antes ficavam invisíveis — sejam reconhecidos e solucionados.

Com isso, haverá um reflexo direto na diminuição dos custos com insumos e até mesmo com o departamento pessoal. Assim, veja os indicadores que não podem faltar:

  • produtividade;
  • capacidade;
  • estratégia;
  • operações.

Agora que você já sabe da importância de uma gestão financeira, não deixe de executá-la na sua organização. Porém, não se esqueça da importância de as finanças serem monitoradas por um bom gestor.

Além disso, lembre-se de que, não importa o tamanho do negócio, os erros de gestão ocorrem em todas as empresas que não têm controle de seus gastos, levando-as à falência ou a um ciclo vicioso de limitação.

Para que o seu investimento não seja um desperdício, procure ter processos mais claros e seguros, busque pelo apoio de profissionais capacitados e evite multas e gastos com problemas trabalhistas, previdenciários e outras questões legais que a falta de gestão financeira e administrativa causa.

E então, gostou deste texto? Se quiser saber mais sobre controle empresarial, entre em contato conosco. Estaremos prontos para atendê-lo!

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